quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Eles eram cavalos


Quando resolveu deixar de lado a preocupação começou a sentir-se mais livre. A liberdade realçava com os seus olhos – castanhos claros. Com o suor escorrendo pelo seu pescoço, desmediu as palavras e resolveu afirmar naquela mesa de bar - sou prostituta.
Os olhos fitaram o vácuo, não conseguia acreditar que o ideal romântico concebido nos encontros entre eles tinha sido esmero trabalho.
Enquanto ela abdicava dos pormenores e fazia diligências pelos outros espaços do bar, ele desprendia um riso inococlasta - uma rosa vermelha com a mão esquerda entregou.

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